Esperar…

Eu levei dois tiros.

Dois tiros me levaram ao chão. Anneliese doente. Sabe Deus o que aconteceu com Christopher, e dois tiros. E Wolf me achou.

Não sei como ainda, e talvez eu nem descubra, por que a dor é tão intensa e ele é tão traiçoeiro que eu não surpreenderia se ele me matasse agora e matasse Anneliese logo depois. Tentei me rebelar, sem sucesso. Soldados me seguraram.

Tentei a combustão. Também não consegui.

Eu levei dois tiros

Nas pernas, mas a dor se tornava pequena diante da minha raiva. Se eu morresse pelo menos, bem… Haveria paz, finalmente. Mas o meu orgulho atrapalhava esse pensamento

‘’MATE WOLF’’ minha mente gritava

‘’MATE WOLF’’.

Então eu procurei relaxar, mas não deixar de pensar. Deveria levar em conta o fato de sermos cavalheiros. Ele não me mataria tão covardemente. Ele vai querer me matar olhando nos meus olhos, apreciando cada segundo de dor, não de longe. Eu devia contar com isso, pois as balas, afinal, não seriam nada, quando eu colocasse as mãos nele, mas precisava se um lugar afastado… Ou só com Anneliese longe.

Não, Jack, você é diferente agora. As pessoas não merecem mais sofrimento, depois de tudo isso, quem sabe você ainda pode se erguer como o herói da nação?

Pensamentos megalomaníacos numa hora dessas, Heinz? Você não muda mesmo. Os guardas me olharam e comentaram sobre isso ser efeito dos sedativos. Eu imaginava cenas: o povo me endeusando, Anneliese, fogo nas ruas, um herói, um salvador. Ah Wolf, o futuro é tão bom, mas não há como arrumar as coisas entre nós. Nós poderíamos ser amigos, partilhar o mundo

‘’-Tá mais louco do que eu pensava’’ – Disse um dos guardas. Eu sorri, devia estar rindo alto ou falando muito alto. Ai eu senti a ambulância parando. Lentamente, entramos num lugar escuro, e eu podia ver algumas luzes fora da janela, passando devagar, devagar, até que ela parou, os homens na frente falaram com alguém lá fora enquanto um deles me olhava, até que aceleramos novamente e paramos de novo mais para frente. Ouvi a porta atrás de mim sendo aberta e dois homens me levaram na maca até uma ala, onde eu podia, mesmo anestesiado, ver alguns feridos, e nada de Anneliese.

Pois bem, Wolf. Vou aguardar

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They’re doomed

Estávamos nos aproximando da casa onde Anneliese e Heinz estavam sendo escondidos, de repente senti algo estranho, uma pontada no meio das costas… Algo me dizia que iria ser surpreendido quando entrasse naquela casa.

Chegamos numa espécie de bosque, a casa era no meio, usando binóculos víamos tudo, dessa vez, optei por deixar de ser o burocrata do Exército e passar a ser o Tenente que sou. Pedi um uniforme do Wolves Squadroon, usávamos uniforme preto, como qualquer equipe de elite… Mas tínhamos o diferencial, que nos deixava a frente de qualquer agência ou equipe, nossos coletes eram tecnicamente super leves, porém agüentavam até tiros de um calibre 50 mm…

Estava com camiseta preta, calças pretas e botas pretas, optei por não usar o colete, minhas duas Desert Eagles me acompanhavam no coldre em volta dos meus ombros… Todas as equipes estavam em posição… Liguei para Washington, pedi um helicóptero para dar reforço, ia demorar uns 15 minutos até que ele chegasse, fomos nos aproximando lentamente da casa, a SWAT em nível técnico eram como amadores, porém ia servir.

Do Wolves Squadroon, tinha meus leais 15 homens de confiança… Todos altamente treinados, como uma família pra mim, nunca iriam me trair, pelo menos é o que eu espero…

O helicóptero estava se aproximando, fomos chegando cada vez mais perto, chegamos na porta, o helicóptero havia chegado também, acendeu o holofote sobre a casa e nós invadimos.

Heinz estava na frente da lareira conversando com alguém, nunca saberemos quem era, pois minha primeira reação foi sacar uma das minhas Desert’s e atirar, um tiro letal, na cabeça, fazendo-a explodir… Enquanto a SWAT invadia e limpava a casa, eu e meus homens cercávamos Jack, ali na frente da lareira… A surpresa em seu olhar era inevitável, havia também um temor, não entendi aquilo.

Acho que não se cansa de tentar ser como eu, Wolf…

Estás enganado, Jack, eu sou o que ninguém nunca será…

Diga-me Anthony, como conseguiu permissão para vir para Washington? Que eu saiba, essa zona é desmilitarizada, e apenas membros do alto escalão, com permissão direta do presidente tem acesso.

Exato senhor Jack…

Antes que pudesse continuar, Heinz me interrompeu:

Sei você não é um desses, Christopher é influente por aqui, assim como eu era, conseguiu que fosses barrado, mas vejo, que nem mesmo respeita as regras da instituição militar que defende, Senhor Wolf.

Era estranho o respeito que nós tínhamos um pelo outro enquanto falávamos… Mesmo nos odiando, mantínhamos a pose de cavalheiros nobres e respeitosos…

– Senhor Heinz, eu respeito à instituição que defendo caso contrário não a defenderia, mas estou aqui por lazer… Enfim, vamos ao que interessa, em nome do Governo dos Estados Unidos da América, declaro-te prisioneiro militar pelas seguintes acusações:

1- Desacatar membro do alto escalão de forças especiais Militares;

2- Evasão de divisas, fuga para território restrito e fuga de custódia militar anterior;

3- Facilitar fuga de outros sob custódia militar;

4- Homicídios diversos.

Com base nas acusações citadas, peço que se renda pacificamente, ou teremos que usar de força bruta e até mesmo letal.

Resolveu fazer da forma certa, senhor Wolf?

hahaha, Tenho que dar explicações quando voltar a New York, agora, rendasse, vamos fazer isso de maneira fácil para todos… Lembre-se que, se rendendo podes ficar vivo e continuar ao lado de sua esposa, na custódia da Ala 21, principalmente agora, que ela está “doente”…

Um oficial da S.W.A.T desceu ás escadas da casa correndo e veio em minha direção, me disse que Anneliese estava em estado crítico ali, que teríamos que levá-la para um hospital imediatamente ou ela iria morrer, assenti com a cabeça dizendo que sim. Mandei 5 de meus homens junto…

– Então, Senhor Jack Heinz, quer ver se sua esposa sobreviverá ou prefere morrer aqui mesmo?

Levantei a minha Desert e mirei em sua testa, seu olhar dizia que ele queria se render, mas seu orgulho era mais forte…

– Vou facilitar isso para você Heinz…

Disparei dois tiros, cada um em uma coxa, fazendo-o cair, mandei prende-lo e levá-lo para o hospital junto de sua esposa…

– Heinz… Heinz… Seu garoto de sorte, se eu não suspeitasse tanto que Anneliese está assim, teria lhe matado, mas quero saber se é verdade o que sinto… E se for, fazer você sofrer sabendo disso…


Mas o que está acontecendo, Anneliese?

Enquanto eu fazia meu chá, Heinz me chamou, num tom de voz estranho. Cheguei lá, e acabei descobrindo o que tanto o afligia. Wolf estava atrás de nós. Ele resolveu que seria melhor irmos embora para Aberdeen, e caso o Wolf tentasse nos pegar, iríamos fugir pelo mar.
Christopher conseguiu um carro para a gente, e estávamos indo em direção a Aberdeen. Quase chegando lá, uma dor terrível na barriga me fez gritar, era como se alguém estivesse rasgando a minha pele. Não podia esperar mais, eu precisava fazer uns exames, não podia deixar esse segredo me matar. Só me lembro de Heinz ligando para Christopher, para conseguir um médico urgente. Depois disso tudo, só sei que estou num quarto rosa claro, com agulhas no braço. Consigo ver Heinz falando com alguém da janela. Observo o minúsculo quarto, e encontro minha ficha. Além de alguns dados, embaixo está escrito meus sintomas: “dor no abdômen repentina, desmaio, convulsões”; e na parte da doença, não havia nada. Estranho. Eu vou aproveitar para dormir mais, estou muito cansada…


Nada vai mudar…

Estávamos com tudo pronto em Aberdeen, talvez toda essa caça fosse apenas para dar um novo sentido a minha vida… “Mas, não pode ser” eu pensei, “Dar toda essa importância à Heinz?” “E  esquecer a real verdade de tudo isso, que era minha paixão por Anneliese?”

Tudo me faz crer que isso é verdade, mas eu não sou um peão do jogo de Xadrez do destino e sim sou a Torre, aquele que protege o rei até o fim…

Em minha tenda, na frente de meu notebook, rastreei os últimos que chegaram á Washington e o último avião particular a pousar aqui, foi um avião em nome de Christopher Stilk. Um co-editor de Heinz e sócio da Editora de Heinz, ”Skying Publications”, um figurão de New York se bem sei ele tem imunidade diplomática, está fora de cogitação atacá-lo sem motivos.

Continuei rastreando ele de meu notebook, logo vi algo estranho, ele mandou um carro pra Washington e logo após ele iria pra Aberdeen. (Nestes dias de cercos militares, todos os carros precisam ter um “plano de trajetória” como as cartas de vôo de aviões)

Saí correndo de minha tenda, bradei aos subordinados que estavam em minha volta:

– Atenção, todos a postos! Jack Heinz e Anneliese Webber estão vindo para cá!

Eles responderam:

-Sim senhor, senhor!

Após alguns minutos após isto, estava na tenda de conferência onde estava com todos os oficiais traçando um plano…

– Quero que todos escondam os veículos e armas, se disfarcem como cidadãos comuns e deixem que os dois cheguem aqui…

Eles devem chegar aqui em torno das 19:00 horas, às 22:00 horas as equipes de Elite posicionam-se em torno da cidade, bloqueando quaisquer entradas e saídas sem minha autorização. Às 23:00 horas, eu e minha equipe pessoal, iremos com apoio da SWAT de Aberdeen prender os dois fugitivos. Alguma dúvida?

-Senhor, a SWAT vai ter condições de lhe dar apoio, minha equipe, a 2nd Real Tatics pode lhe dar total apoio!

-Major Michael, o senhor está dispensado de prestar serviços nesta secção. Pegue sua equipe e deixe-a a disposição do Capitão Charles.

– mas… Sim Senhor!

-Muito bem, o plano está traçado, Wolves Squadroon, preparem-se e lembrem-se:

“Wolves aren’t like humans, they’re much more intelligent and they’re the real predators from the World”.

Jack Heinz, seu tempo chega perto do fim, agora é questão de horas pra que lhe dê o fim que merece…


Sempre presente, porém, ausente…

Sozinho. Deitado. No meu quarto.

Pelo menos isso eu podia fazer e lembrar como era antigamente. Mas afinal tudo se tornava um paradoxo, e eu percebi que no fundo tudo isso não era sobre brigar com Wolf, mostrar minha supremacia ou a dele, nada disso. Era sobre nossas almas. Algumas mudanças haviam ocorrido por todo mundo, nada era mais o mesmo, e cabia a nós mesmos agüentar o tranco ou não. E eu ainda tinha que levar Anneliese, protegê-la, e isso era mais um paradoxo. Precisava um perigo tão grande quanto esse para que eu mudasse em relação a ela? Se isso acabar e nós sobrevivermos vai ser como agora ou vai voltar tudo a ser como era? Questionamentos, questionamentos, mas no momento eu pensava nela como eu deveria ter pensando desde o começo: minha contra parte, minha paixão, era tudo o que eu precisava. Então num estalo eu a chamei e comecei a arrumar as coisas. Ela entrou assustada pelo quarto

-O que houve?

-Vamos arrumar as coisas e ir embora.

-Mas… O que houve?

-Wolf está vindo

-Como você sabe?

-Ouvi no mercado. Dois homens falando sobre. Devem dar liberdade para ele tacar fogo na cidade toda, então vamos pra um lugar aqui mesmo, mais longe

-Que lugar?

-Eu pensei em – apontei para um mapa próximo – Aberdeen. Vou ligar para Christopher, e… Bem, ele arrumará algo para nós, e temos uma saída para o mar, qualquer coisa. É isso ou ficamos aqui

-Bem, acho que eu vou com você –             Ela sorriu e então eu a beijei. Peguei o telefone e liguei para Christopher. Duas horas depois sem causar suspeitas, entramos no carro mandado por ele e nos dirigimos até Aberdeen. Lá, eu espero, estaremos seguros.


Presa num poço de escuridão…

Enfim, as coisas haviam se acalmado um pouco. Depois de tudo o que aconteceu, eu ainda estava um pouco perdida. Depois da luta do Wolf e do Heinz, eu e Heinz fugimos para Washington. Mas há algo que eu ainda não mencionei. Acho que tem uma pequena vida dentro de mim.

Noite passada eu convidei Heinz para assistir um filme, e esquecer por um momento tudo o que passou. No outro dia acordei, estava sozinha em casa e supôs que ele tivesse ido comprar alguma coisa. Ele chegou em casa, estava agitado, e os pensamentos dele eram realmente confusos… Eu apenas conseguia captar parte deles: “luta… Wolf… ann…”, o que me deixou intrigada. O que estava deixando ele nervoso, já que estava tudo bem? Resolvi perguntar.

– O que você tem, Heinz?

– Nada, Liese.

– Eu sei que tem algo acontecendo, pode me falar?

De repente ele ficou furioso.

-Nada! Não aconteceu nada!

-Então porque você está gritando?

– Porque estou cansado disso tudo, quero minha vida antiga de volta! Me deixa!

E saiu. Resolvi não ir atrás, pois estava me sentindo um pouco enjoada, talvez do nervosismo da conversa.


Presas fáceis…

Algo me diz que  Longhorn está atrasado, coisa incomum no exército, porém são 04:00 horas da manhã, ele devia estar repousando.

Ouço um helicóptero pousando em cima do prédio da Ala 21, “É ele” pensei. Logo uma comitiva de soldados que eu pessoalmente treinei entra na sala e atrás deles o Major Longhorn entra na sala. Longhorn estava com uma aparência ligeiramente diferente, o cabelo embranquecido e pouca vida em seu olhar. 

– Senhor, desculpe incomodá-lo, mas Jack Heinz e sua mulher Anneliese Webber, fugiram pra Washington na madrugada passada e preciso de sua autorização para poder partir com o Wolves Squadroon…

Fui interrompido por um rugido de Longhorn…

– Tenente Wolf, o senhor acha que está em Israel ainda? Não posso conceder tal permissão, ficarás fora de Washington! Se o presidente permitir que a Praça do Capitólio vire um grande campo de batalha, ele irá conceder a dúvida para os sensacionalistas de plantão!

– Mas senhor, veja bem, eles são mutantes, como o senhor mesmo diz, eles são um perigo eminente para a população se soltos!

– Ora Wolf, não me venha com essa história! Você é um mutante como eles, e pelo que bem sei, eu me arrisquei ao deixar que você tivesse um grupo de elite no alto escalão do exército americano!! Seu pedido está fora de cogitação…

Senhor, eu devo reafirmar que eles são um PE…

– BASTA SENHOR WOLF! Chega disso! Washington está fora de sua jurisdição Wolf!

Longhorn se levantou e saiu da sala, acompanhado pelos soldados que treinei… Esperei 5 minutos ali sentado, com dois soldados me observando por ordens de Longhorn, tirei meu celular do bolso, os soldados se entreolharam e olharam para mim, fiz um pequeno aceno com a cabeça e eles via rádio mandaram evacuar Aberdeen, uma cidade perto do Distrito de Columbia.

No celular, falei com meu braço direito, Sargento Irinois Pliskan.

– Sargento Pliskan, prepare todas as forças do Wolves Squadroon, vamos para Aberdeen…

Senhor, Aberdeen não está na linha de restrição de Washington?

– Sim Sargento, porém, eu tenho permissão para chegar nela, o Distrito de Columbia está fora de minha “jurisdição” como disse o Major Longhorn… Apenas prepare às tropas e às envie. Prepare meu jato particular e meus carros oficiais, assim como a Silver Wolf Team 1.

Senhor, Sim Senhor!

Desliguei o telefone e retornei para a Wolve’s Lair, logo, logo chegarei a Washington e poderei colocar  minhas mãos em Heinz…

Ele nem sonha que eu possa chegar tão longe…


A noite dos fugitivos

A Noite dos fugitivos era o nome de um dos capítulos do meu livro

E naquela noite, eu e Anneliese éramos personagens de uma história até então sem fim. Estávamos alojados numa casa na parte norte de Washington, onde apesar do clima de tensão, poderíamos relaxar, ou fingir relaxar, por que sempre ficávamos de guarda na janela a espreita, pois sabe-se lá o que poderia acontecer, e eu sentia que algo ia acontecer em breve. Podia ver e ouvir Wolf tramando algo, e também podia me ver colocando as mão nele, lhe arrancado a pele num frenesi sangrento, porém logo fui tirado de meus pensamentos por Anneliese e seu sorriso que pediam para que eu me juntasse a ela na sala para acompanhar um filme.

Na manhã seguinte, toda a tensão. Pelos escombros ainda restantes nas ruas, podia-se ver nas poucas televisões à mostra fotos nossas e imagens da destruição em Nova York. Eu suspirava fundo e tentava seguir em frente, já que não tinha mais tanta dificuldade para andar, e Anne, com suas, digamos, técnicas femininas, conseguiu esconder um pouco das cicatrizes no meu rosto. Me virei até o mercado, com o boné abaixado, e normalmente fui pegando as coisas que precisava, até ouvir num corredor próximo uma conversa entre dois caras, um já meio velho, nariz arredondado e um bigode que lhe saltava a cara e um outro, talvez da minha idade, talvez mais novo, falando sobre a possibilidade de ‘’um membro importante do exército estar vindo para Washington, e que em tempos como esses, isso não era bom sinal’’.

Tremi. Pude sentir que era Wolf, e apesar de todos os meus desejos vingativos, fiquei com medo, não por mim, mas por Anneliese. Quando vi que os homens já me olhavam por estar parado olhando para o nada, peguei rápido o que precisava, paguei em dinheiro e saí do mercado. Olhei a minha volta, e vi um bar próximo. Caminhei até lá e pedi uma dose de whiskey, saquei um cigarro e fiquei ali por um tempo, pensando nas coisas.

A noite dos fugitivos. Está bem longe de acabar


Lobos vão à caça…

Sou acordado no meio da madrugada por uma estranha ligação de um dos Sargentos da Elite Bravo, atendo o telefone:
-Diga…
-Sr.Wolf, descobrimos o paradeiro de Jack Heinz… e…
-Fale logo sargento, não tenho a madrugada toda!
-Ele está em Washington senhor!
-MAS O QUÊ!? Como deixaram ele sair da área dos 3 estados?… Ok, deixe isso pra lá, coloque às forças em estado de alerta médio. Vou pra Ala 21 agora.
-Sim senhor, senhor!
 
Desliguei o telefone, esperei alguns segundos sentado em minha cama, no nível mais restrito da sede do Wolves Squadroon, levantei e tomei uma rápida ducha, coloquei um terno e saí com meu carro em direção à Ala 21 em plenas 04:00 da manhã a cidade já parece viva, mesmo com uma grande parte em escombros.
O entorno do Central Park, ruínas sobre ruínas servem de entrada secreta pra Ala 21 e o departamento especial do Major Longhorn…
 
Espero que ele esteja aqui, para discutirmos o fim de Heinz…

Grandes surpresas…

Mais um dia e estou aqui, com os pés gelados e orelhas quentes. Nunca entendi ao certo o porque de eu ser assim, pouco prestativo para os demais, pros meus próprios semelhantes…

E algo que me interessa muito aqui, neste centro de pesquisa nuclear no meio do ártico é descobrir se eu posso retornar a ver a luz do sol… Não tem sido fácil viver na escuridão, desde aquele dia em que caí naquela grande erosão na frente da Ala 21, meus dias vem sendo os piores, os piores mesmo.

Quando caí naquela erosão descobri que não era mais normal, humano, eu estava longe disso, ao cair naquele buraco, eu pude ver o mundo inteiro e escolher um local para parar, mas isso teve um preço… Fiquei com grandes cicatrizes no rosto e corpo. E após muito tentar entender, acabei ficando deformado para sempre…

Nada como um pouco mais de emoção pra minha vida…